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miércoles, 30 de abril de 2008

Porque no somos felices?


Camino equivocado

Porque buscamos la felicidad en lo fácil; nada que haya sido lograda con facilidad es una conquista, apenas es un logro, lo que puede ser momentáneo, por tanto puede durar poco. La felicidad para ser tal debe tener el aditamento de la conquista, porque para conquistar hay que luchar; luchar significa competir, salvar los obstáculos y sentir la sensación de haber llegado victorioso a la meta, sobre todo si a esa meta se ha llegado jugando limpio, sin recurrir a más recurso que la capacidad y la alegría de competir.

Porque no sabemos de donde venimos y para qué venimos: De dónde venimos no es mucho problema, el mayor problema es adónde, hacia adónde nos dirigimos y hasta dónde queremos llegar. Hemos sido destinados a ser felices y para ello debemos trazarnos metas, esas metas pueden estar llenas de obstáculos, debemos mirar a los obstáculos para salvarlos, pero nuestra mirada debe estar más atenta y fija a la meta, llegar a ella sin miedo, no importa la distancia, ni las dificultades. Recuerda siempre que la felicidad es una montaña; llegar a su cúspide lleva casi toda la vida, depende a que altura quieres llegar. Algunas personas se conforman con quedarse a ras del piso, otros con destacarse un poquito, es decir sentarse en el recodo del sendero de subida, a veces quedándose allí incomoda a quienes quieren seguir subiéndose.

Porque no conocemos el sentido real de la propiedad; cortamos sus alas a las aves para que no se vayan de nuestro lado, pero no la alimentamos, no la cuidamos. Con la persona que amamos pasa lo mismo; generalmente cortamos sus libertades, pensando que con eso ella se convierte en nuestra propiedad exclusiva. Más nuestra será si le damos alas, las dejamos libres y permanecen a nuestro lado, porque la hemos conquistado. Otro grave error en este sentido es que no nos colocamos en el papel de conquistar y sí en el de adueñarse de algo o alguien, cuando entramos en la vida de alguien queremos que esa persona cambie o se adapte a nosotros, craso error, no nos damos cuenta que fuimos nosotros quien hemos entrado en la calma vida de esa persona, o hemos permitido que ella entrara en nuestra vida, perdemos demasiado tiempo diseñando un ser ideal, cuando ella existe allí a nuestro lado, basta disfrutarla tal cual es, respetar su individualidad, su ser, su dignidad. Simplemente queremos que respete la nuestra. Contradictorio no?

Vivir no es apenas una función biológica, es también un arte. Vivir es amarse y amar sin condicionamientos, tal como somos y como son nuestros semejantes, podemos criticar, siempre y cuando las críticas no nos impidan seguir amándonos y amando a todo y a todos los que nos rodean.

martes, 29 de abril de 2008

Segunda-feira, 17 de Dezembro de 2007

Exclusivo: Galeano Fala ao SopaBrasiguaia.com (IV)

Por Fernando Fernandes e Guilherme Wojciechowski

Na quarta parte da entrevista exclusiva concedida ao SopaBrasiguaia.com, Enrique Ramón Galeano, radialista “expulso” do Paraguai pela máfia, fala sobre sua percepção sobre os principais problemas enfrentados pelo país atualmente, bem como sobre o panorama político-econômico.

O Paraguai, Por “Kike” Galeano

O maior problema em nosso país é o analfabetismo funcional. Existem muitos universitários egressos com diplomas em mãos, que não sabem redigir sequer uma nota. O sistema educativo é realmente péssimo e é preciso um giro de 180 graus nesse sentido.

Para solucionar estes problemas é preciso concursar os cargos educativos (mas fazê-lo com seriedade), proibir taxativamente que políticos se metam a nomear professoras (...) nas escolas do interior para pagar favores políticos.

O manuseio dos cargos públicos de vital importância é o mais grave no Paraguai, muitos investidores têm medo dos ministros que estão em tal ou qual pasta, posto que estes não têm autonomia para decidir temas próprios de seu ministério, sempre tem um Calé Galaverna, um Magdaleno Silva ou um Julio Colmán para meter a colher em temas que nem conhecem, para ter algum benefício por fora ou para fazer a vida impossível a algum investidor, ganhar licitações.

A propósito, o doutor Nelson Mora (procurador da República) dizia que eu podia confiar no “Estado de Direito” que vive o país. Só lhe pergunto se existe Estado de Direito no Paraguai. Por que, de todos os investidores chineses que construíram o parque industrial de Ciudad del Este, a maioria se foi?

Se existe Estado de Direito, como um deputado insulta uma promotora do meio-ambiente e nada lhe acontece? Ou outro deputado, de arma em punho, “assalta” o caminhão da Comissão Nacional de Emergência, com alimentos para as pessoas necessitadas, e obriga o motorista a ir à delegacia. Esse é o Estado de Direto em que Nelson Mora quer que eu confie?

Volto a repetir, para sanar este problema, é preciso investir em uma educação integral, e mais, pode-se começar a pensar em uma educação alternativa no Paraguai, uma educação horizontal, regionalizada, de modo a eliminar o máximo possível a migração de jovens de zonas rurais às margens da pobreza. Estou escrevendo um projeto a respeito, vou postá-lo em um site gratuito (...)

Censura

O jornalista é livre no Paraguai, mas não o meio de comunicação em que ele trabalha. Como a maioria dos donos de meios tem seus pecadinhos ou suas dívidas com tal ou qual político, sempre estará atado a esta situação.

Eu sofri na própria carne esta situação, o administrador me dizia sempre que “praguejasse menos”, que não fizesse comentários, porque não ia solucionar o problema, tanto que por ser assim, explosivo, espontâneo no rádio, é que ganhava pouco, não me davam publicidade.

A maioria tinha medo de Magdaleno (Magdaleno Silva, deputado colorado acusado de envolvimento com o tráfico de drogas), é preciso viver em Yby Yaú para entender este tema, assim de fora é muito difícil.

Alternativas

Se fosse possível fazer algo diferente, seria o melhor. Entre os candidatos há virtudes muito positivas, no entanto, o cenário político e o papel de alguns dos candidatos nestas eleições é muito duvidoso e maquiavélico.

Por exemplo, a liberdade de Lino Oviedo, não tenho dúvida, é um jogo político de Nicanor para tirar votos de Lugo. Com isso Blanca Ovelar terá mais chances de ganhar. Faz 50 anos que o PARTIDO COLORADO não governa, a estrutura do Partido é utilizado por um grupo de ambiciosos e sedentos de poder, com o lema “se não roubamos nós, outros virão roubar”.

Governabilidade no dicionário político tem uma acepção específica: “roubem e deixem-me roubar” ou “nomeiem quem quiserem, que eu nomeio quem eu quero”. É simples assim como funciona a coisa e não me digam que não há provas disso, se não, como se explica o esvaziamento do BNT (Banco Nacional dos Trabalhadores do Paraguai), os investimentos “irrecuperáveis” do IPS (Instituto de Previdência Social).

Como se entende que um ex-moveleiro, animador de festivais (...) como Calé (Juan Carlos Galaverna, senador colorado), em poucos anos, tenha construído semelhante patrimônio? Ou um Magdaleno Silva, que de leiteiro passou a potentado em um piscar de olhos? Que investigou a origem de sua fortuna? A rádio com o estúdio mais moderno da região, da qual se orgulha, como conseguiu? Se verdadeiramente o Partido Colorado governasse, estes “heróis” não deveriam estar, por ética, no parlamento. Conste que há uma comissão de ética no próprio parlamento, imagine se não houvesse.

Lugo é um grande candidato, pode fazer muito pelo país, mas, quem serão os membros de seu gabinete? Ele tinha de ter planejado isso já de entrada, para demonstrar ao país que realmente tem coragem para mudar, apresentar aqueles que formarão seu primeiro círculo. Lugo sem dúvida é um grande candidato, mas não é político e não vão lhe deixar governar.

Oviedo teve muito boas idéias quando lutava em exílio. Capaz que agora, com a liberdade que tem, essas idéias tenham ido ao solo. Eu não acredito em um militar no poder. Um militar é um militar sempre, mesmo que tenha deixado o uniforme há anos. Além disso, é outro que vai dever favores a Nicanor e por fim a toda sua camarilha.


Sábado, 15 de Dezembro de 2007

Exclusivo: Galeano Fala ao SopaBrasiguaia.com (III)

Por Fernando Fernandes e Guilherme Wojciechowski

Nesta terceira publicação das declarações de Enrique Galeano, o “Kike”, ao SopaBrasiguaia.com, o radialista conta como foi sua saída do Brasil e seu penoso caminho até o refúgio na França, bem como algumas particularidades de seu exílio em terras parisienses.

De São Paulo Para a França

Galeano conta que a falta dos papéis da imigração brasileira, que legalizariam sua estada em território nacional, foi uma das principais dificuldades para que pudesse fazer seu caminho até a Europa:

...como não tinha permissão de entrada, tive de viajar em etapas de São Paulo a Curitiba, de Curitiba a Porto Alegre, de Porto Alegre a Chuí, fronteira seca com uma cidade do Uruguai com o mesmo nome. Ali, cheguei e registrei minha entrada no Uruguai, lhes comuniquei via internet aos três (Andrés Colmán, Oscar Cáceres e Victor Baez Mosqueira, pessoas que ajudaram Galeano em sua estada no Brasil e/ou em sua saída deste país) que já estava no Uruguai (14 de Julho de 2007, 07 da manhã), comprei um celular para ter como falar com eles se houvesse necessidade.

De fato, houve necessidade, porque foi por celular que pudemos saber quando e a que hora estava chegando à rodoviária de Três Cruzes, em Montevidéu. Meu contato em Montevidéu era Juan Castilho, do PIT-CNT (Plenário Intersindical de Trabalhadores / Convenção Nacional de Trabalhadores, central sindical uruguaia).

Ao chegar na rodoviária, uns senhores me receberam e me levaram de carro até o edifício à beira-mar que se chama AEBU, sede da Associação de Empregados Bancários do Uruguai. Ali, me instalaram em um quarto muito cômodo, com ordens na portaria de que não me deixassem sair, que eles se encarregariam de trazer-me as coisas de que necessitava.

Bom, ali estive três dias. Dali, me levaram a outro lugar, logo me trouxeram de volta à AEBU, mas em um quarto mais amplo, já havia polícia fazendo guarda por mim, as pessoas do PIT-CNT também me protegiam. Logo, me tiraram da AEBU de novo e me levaram à sede dos Funcionários Judiciais, logo à casa de um cubano, enfim, esta é outra parte da história que merece um capítulo a parte.

Quase os dois meses restantes eu estive sem comunicação. A guarda policial durou duas semanas, logo a tiraram, a essa altura já havia ido ao SEDHU (Serviço Ecumênico para a Dignidade Humana), uma filial da ACNUR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) em Montevidéu, mas não tinham onde colocar-me, então, tive que ir a vários outros lugares (um convento, a casa de uma senhora), até que, como já não tinham onde, me levaram à sede da Diretoria Nacional de Informação e Inteligência de Montevidéu. Ali estive muito bem, ainda que sem celular e sem nenhuma comunicação. Ali estive quase todo um mês e algo mais, até que me tiraram para viajar à França.

Na França não estou bem, não tenho apoio de ninguém, exceto da organização France Terre d'Asile, que é um albergue de trânsito para os solicitantes de asilo subvencionado pelo governo. Dão-te as três refeições (alguns dias, péssimas), os quartos são muito bons, dão uma ajuda econômica de 38 euros por quinzena para outros gastos, te proporcionam lugares onde dão aulas de francês (na verdade é uma espécie de encontro de socialização para imigrantes). Aqui, tem-se a liberdade de ir onde se quer, falar com quem quiser e onde quiser. No meu caso, me pediram que não faça contato com nenhuma autoridade paraguaia de forma oficial.

Além do mais, ainda que a comida fosse a melhor, não me serve, porque minha família segue lá (no Paraguai), escondida. É diferente um homem nessa situação, que uma mulher com quatro filhos, e que além do mais não tem a menor idéia do que realmente acontece. Se eu que sou protagonista, já estou quase louco, imagine minha esposa e meus filhos como devem estar.

Frieza

Em carta escrita ao jornalista Andrés Colmán, Galeano fala um pouco mais de sua difícil situação na França. Seguem alguns trechos da carta, acrescentados à entrevista pelo próprio Galeano:

Para que tenhas uma idéia de como é aqui, tem gente que chega engrandecida, achando que vão lhes receber com tapete vermelho e imprensa, com a presença em pessoa do chanceler nacional e tudo.

A desilusão é tão grande que fica-se totalmente desorientado. As pessoas da Cruz Vermelha te recolhem no aeroporto, te colocam num táxi, te levam até o albergue, onde te recebem os TRABALHADORES SOCIAIS, dando a entender, de cara, que estão te AJUDANDO como uma coisa humanitária, é mais ou menos como se tu encontrasses uma pessoa totalmente desprotegida e com fome na rua, o recolhesse, desse comida e uma caminha, mas já de cara lhe deixa claro que “isso é só o que posso fazer por você” e, para piorar, adiciona “conste que ninguém faria isso por ti”.

Aí o engrandecido já caiu ao chão, não te dão a menor chance de que lhes faça fazer mais do que estão “OBRIGADOS” a fazer, essa é a palavra exata, OBRIGADOS por um salário, te dizem, ME PAGAM UM SALÁRIO PARA ISSO, como dizendo-te, não faço por bondade ou humanidade. Aqui não funciona a falsa cortesia, por uma grande bênção da vida por ser que alguém lhe dê algumas explicações fora do estabelecido, mas é uma exceção. Resumo: são extremamente PROFISSIONAIS, porque imagine o que seria ser “CORTÊS” com todas as pessoas que chegam diariamente aqui (mínimo três ou quatro por dia, quando há espaço).

O café da manhã é às oito e meia, me dirás, “está bem, o que tem que ver (?)”. Muito, pois é a forma que encontram para dar-lhe as alternativas enquanto está manuseando seus papéis. Uma: se tens trabalho, não comas aqui, que banque teus gastos, ou que não trabalhes. Enquanto estiver no albergue, ninguém deve saber que estás trabalhando, senão perdes automaticamente o benefício econômico que te dá o governo, inclusive, pode ser motivo de recusa do pedido de asilo. O pior é que simplesmente o recusam, sem explicação e sem opção de apelar, isso me disse uma pessoa que é a segunda vez que tenta asilo.

Cotidiano

As dificuldades no dia-a-dia são com o idioma, principalmente, e a falta de dinheiro para comprar coisas essenciais. Eu estou comendo resto de comida à noite, quase não durmo, normalmente durmo às duas ou três da manhã. Por incrível que pareça, o que me salva um pouquinho é o inglês, que sei dizer algo e entendo algo quando se fala devagar.

Meu maior desejo é ter minha família comigo nem que seja debaixo de uma ponte (claro que se trata de uma força de expressão). Voltar ao Paraguai nessas condições, não creio que seja conveniente nestes momentos. Eu movi muitas cadeiras, minhas denúncias são muito específicas, além disso, as condições econômicas e laborais não são muito alentadoras.

Mas esse não é o maior problema. A coisa é que esse senhor Luis Rocha (Luís Carlos da Rocha, traficante brasileiro, acusado de ter ordenado o “sumiço” de Galeano) segue ali, senão pessoalmente, através de suas propriedades. Então, seus pistoleiros estarão sempre ali e não há lei que possa expulsá-los, estão legalmente, têm propriedades, inclusive em nome de outros, incluída a Estancia Suiza, que dizem é de outra pessoa.

Reservo-me a cota de dúvida a respeito, todos sabemos como isso funciona. De fato, tenho que pedir asilo em outro país, se este não me permite reunir-me com minha família o quanto antes.

Meu maior desejo é que minha família saia do Paraguai, seja para o Brasil ou qualquer outro e dali forçar a entrada deles aqui, como fazem os colombianos, eles vão ao Chile ou Venezuela e dali, em um instante, os enviam para aqui.

Mas como eu não estou ali para fazer esses trâmites, tenho que estar vinculado à grande boa vontade daqueles que querem ajudar-me e estão me ajudando muito. O que acontece é que a nível institucional não se pode quebrar regras, então, tem que ser por vias burocráticas, e isso, meu amigo...


Sopabrasiguaia publicó #2

Sexta-feira, 14 de Dezembro de 2007

Exclusivo: Galeano Fala ao SopaBrasiguaia.com (II)

Por Fernando Fernandes e Guilherme Wojciechowski

Na segunda parte da entrevista exclusiva concedida pelo radialista paraguaio Enrique Galeano, o “Kike”, expulso do Paraguai por denunciar a máfia que domina a cidade de Yby Yaú, no departamento (estado) paraguaio de Concepción, o SopaBrasiguaia.com apresenta a dura vida de Galeano na capital paulista, onde refugiou-se nos seus primeiros dias de “exílio”.

A Dura Vida em São Paulo

Consegui entrar em um albergue que se chama Arsenal da Esperança, de um grupo italiano católico, isso no dia 10 de fevereiro de 2006. Claro que para entrar inventei uma história de que não tinha parentes e que andava pela rua, que me roubaram e me golpearam, enfim, me deram abrigo e me pediram que fosse fazer os papéis, me deram três meses de tempo e nesse lapso fiz contato com pessoas que também estavam ilegais por lá.

Contei meu caso a um uruguaio e este me disse que fosse à Cáritas Internacional. Eu fui e perguntei o que devia fazer em meu caso, me disseram que devia ir à Polícia Federal e que ali me dariam os papéis, não lhes contei o caso todo, tinha muito medo.

No albergue a trabalhadora social me conseguiu o endereço do Consulado Paraguaio. Nunca fui. Um advogado me disse que podia pedir à Comissão de Direitos Humanos da OAB que me ajudassem. Na consulta, me disseram que teria que comunicar o caso à Polícia Federal, mas como eu tinha medo, não oficializei o pedido de ajuda.

Alguns dos albergados dos quais me tornei amigo sabiam plenamente quem eu era, a maioria me dizia que me calasse, um deles me ajudou a entrar na internet grátis, com meu carnê do albergue. Ali comecei a saber como iam acontecendo os fatos no Paraguai.

Meu amigo me dizia que não fizesse contato com ninguém do Paraguai, podia ser perigoso. Quase no fim de fevereiro de 2007 abri a conta no Orkut, no nome do meu filho, um pouco como jogo, como não tinha nada para fazer e a internet era grátis...

Recém em abril, meu irmão entrou em contato comigo, mas como se eu fosse um amigo meu, não me identifiquei como Enrique. Disse-lhe que era Luis, que queria saber como estava minha família, meu irmão tentou de todas as formas que “eu” falasse com ele, eu dizia que “Enrique está em Salta, assustado e ferido”, a última parte era verdade.

Ainda estava com a parte queimada do pé e a unha do dedo grande arrancada à força. Quinze dias depois entrei no MSN em uma cabine de cyber que meu amigo pagou, ali (meu irmão) me viu, lhe pedi que me ajudasse a entrar em contato com Naina (esposa), em segredo, que precisava explicar-lhe a situação.

Ele me disse que todos os telefones de meus possíveis contatos estavam controlados, e que inclusive mudasse de MSN, que criasse outro, me disse que ele não acreditava muito em mim, enfim.

Em vez de me dar uma mão, começou a criticar-me, cortei relações com ele, não falei mais com ele, estava com muito medo, ler os diários do Paraguai e ver as publicações era uma tortura para mim, se bem que as declarações de minha senhora me tranqüilizavam, porque sabia que confiava em mim, ainda que me doesse muito quando via na reportagem que estava vivendo da solidariedade das pessoas.

Comecei a utilizar a estratégia de entrar em comunidades de comentário políticos do Paraguai e outras comunidades paraguaias, para ver se por ali não encontrava alguém em quem confiar (eu queria falar com Monsenhor Pablo Cáceres [...]).

Através destes comentários é que Estela Ullón me adicionou no MSN e me perguntou se eu era irmão do jornalista desaparecido. Não sei porque me deu na louca e lhe disse que o jornalista era eu, e lhe contei as peripécias. Ela me pediu alguns dados de minha esposa e lhe dei, falava com ela e me contava depois o que lhe havia respondido.

Pedi-lhe que ajudasse a entrar em contato com o religioso, mas ela me disse que não sabia como fazê-lo, mas que tinha alguém que podia ajudar-me, se eu estava de acordo. Roguei-lhe para que não dissesse nada a ninguém, porque minha família correria riscos.

Então, ela me disse que estava com uma pessoa que me conhecia e que podia me ajudar, lhe perguntei quem era, quando me disse que era Oscar Cáceres, lhe disse que ia falar, que confiava muito nele, conhecia-o de outros tempos, já me havia ajudado em outras coisas.

Começaram a fazer-me perguntas chaves, às quais respondia, mas ainda assim não acreditavam que era eu, me pediram que entrasse em um computador com webcam, consegui entrar graças a meu amigo (dono de uma loja de computadores na qual Galeano consertava monitores e outros aparelhos) que estava me ajudando, para falar com minha família.

Bom, depois me disseram que em São Paulo estava um amigo que ia me receber em seu escritório, que ele e outro amigo jornalista iriam a São Paulo para encontrar-me. Acontece que o amigo de São Paulo era nada mais nada menos que Victor Baez Mosqueira, Secretário-Geral da Organização Regional Internacional do Trabalho (ORIT).

No dia 11 de julho, vou cedo par ao escritório de Victor e ele me recebe, em um amplo escritório, me diz que já estavam chegando os amigos do Paraguai e me pediu que lhe contasse ao menos algo do que me aconteceu.

Falamos muito, depois de um longo tempo e alguns cafés, chegaram Oscar e Andrés (Colmán, do Diário Última Hora, responsável pela primeira entrevista de Galeano após seu “descobrimento”). Quando vi Oscar o abracei muito forte, um longo tempo lhe agradeci que vieram e, bom, me apresentou Andrés Colmán, a quem não conhecia, apenas dos jornais.

Logo vieram as entrevistas. Essa mesma tarde me lembram que eu devia sair de onde eu estava, fomos à casa onde eu vivia, eles tiravam fotos da casa e me ajudavam a descarregar minhas coisas e colocá-las no táxi e fomos até o apartamento que Victor preparou para que eu dormisse essa noite.

No dia seguinte, pela manhã, gravou-se a entrevista em vídeo, logo fomos à rua, aos lugares em que eu dormia na rua, enfim, logo eles se encarregaram de outras investigações e à noite me deram um dinheiro, para passagem e gastos, para sair do Brasil...

Amanhã no SopaBrasiguaia.com: A jornada de Galeano ao exílio França e o sofrimento longe da família

Sopabrasiguaia publicó

Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2007

Exclusivo: Galeano Fala ao SopaBrasiguaia.com

Por Fernando R. V. Fernandes - SopaBrasiguaia.com

O radialista paraguaio Enrique Galeano, popularmente conhecido como “Kike”, é, sem dúvida uma das pessoas que mais destaque teve na recente história do Paraguai.

Após denunciar o envolvimento de políticos e policiais com ilícitos na região de Yby Yaú, pequena cidade no departamento (estado) de Concepción, dominada por cartéis de narco-fazendeiros e onde, nos últimos anos, ocorreram pelo menos dez assassinatos misteriosos, Galeano foi seqüestrado por sicários e “expulso” do Paraguai, tendo sido dado como morto por um longo período.

A versão do desaparecimento, por longo tempo aceita como verdadeira pelas autoridades e, possivelmente, forjada pelos próprios responsáveis por sua expulsão, dava conta de que o radialista havia fugido do país com uma prostituta ou amante, com a qual teria sido visto em um hotel em Pedro Juan Caballero, na divisa com Ponta Porã (MS).

Após alguns contatos com parentes e amigos e 17 meses de ausência que mobilizaram o país, “Kike” foi descoberto pelo jornalista paraguaio Andrés Colmán, em São Paulo. Desde então, sua vida passou por diversas reviravoltas.

O SopaBrasiguaia.com inicia, hoje (13), a publicação da versão relatada pelo radialista, com exclusividade, em sua primeira entrevista desde sua chegada à França, onde encontra-se exilado. Para começar, um breve resumo dos fatos que culminaram com a expulsão de “Kike” de sua pátria.

De Yby Yaú Para o Brasil

Desde minha incursão na Radio Yby Yaú em 1997, comecei a fazer críticas, como cidadão, à forma de administrar os bens públicos locais e do país, assim como dos serviços públicos, dando sempre um toque irônico aos meus comentários. Pedia da polícia esclarecimento de alguns ilícitos (mortes de pessoas cuja investigação a polícia não aportava nenhum dado de esclarecimento).

Um dos pontos ressaltantes era a “curiosa” maneira como morreu Calixto Mendoza, o locutor que fazia o programa da madrugada, que oficialmente morreu em acidente, mas fortes rumores, muito bem fundamentados, indicavam que o haviam matado porque se gabava de saber muitas coisas sobre o cartel do tráfico de drogas na cidade (e o fazia a plenos pulmões em suas horas de roda de bebida), com a famosa frase “jajokuapa ningo” (“nos conhecemos todos”), que era muito usual para ele ao referir-se às pessoas envolvidas.

Daí as pessoas deduzem que ele não morreu “por acidente”, “o acidentaram”. Da investigação que pude realizar sobre o fato, soube que não andava a grande velocidade na moto, o trajeto no qual morreu não oferece nenhum tipo de perigo para uma “derrapagem fatal” e a maneira como a moto e o corpo foram encontrados deixaram em evidência que não foi um acidente. Esta informação me foi passada por testemunhas oculares qualificadas.

Galeano afirma que suas críticas tornaram-se mais duras após a eleição de Magdaleno Silva como vereador (atualmente, deputado) e do assassinato de um cidadão conhecido como “Amarilla Juruvai”, morto em sua casa por pistoleiros. Testemunhas afirmaram que os executores disseram a Amarilla que “isto é para que não comas vaca alheia”, deduzindo-se que sua morte ocorreu porque “julgaram-no” culpado de roubo de gado em uma fazenda de Magdaleno Silva.

Logo vieram a má administração da prefeitura, e prepotência e a manipulação dos cargos na supervisão da região. O uso de maquinário do MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações) para a construção da Seccional Colorada, a perseguição tenaz contra o Engenheiro Sitjar, diretor do MOPC em Yby Yaú, enfim...

A aparição de um tal Sanchez, apelido “Chaque Che” põe em evidência a “Estancia Suiza” (de propriedade do traficante brasileiro Luis Carlos da Rocha, o “Cabeça Branca”, amigo de Magdaleno Silva), com a morte a tiros de uma pessoa, em pleno dia, no terminal de ônibus, logo o seqüestro de um taxista, jovem estudante de direito, que depois apareceu morto e enterrado perto de Cerro Corá-ì, porque dizia que havia visto quem matou este homem no terminal e que era funcionário da “Estancia Suiza” (tudo indicava que o assassino tinha sido “Chaque Che”), tiroteios, balaceiras eram protagonizados sempre por ele ou por alguns outros funcionários ocasionais da Estância, quase nunca eram os mesmos, mudavam a cada mês mais ou menos.

Muitos diziam que todos eram pessoas procuradas em seu país e que vinham à Estância para esperar um tempo e voltar, ou alguns ficavam e viajavam constantemente, quase sempre logo após algum ato de violência na cidade (...) Eu sabia de muitas coisas da polícia porque andava quase todo o dia pela sede policial, seja para conseguir informações, para ligar para Asunción, para minha mãe, ou para cobrar uma publicidade. Tornei-me muito amigo de todos os policiais, muitos deles não muito, de acordo com o delegado. Pelo que me contavam coisas, por exemplo, de que sempre avisavam aos que seriam procurados ou cujos domicílios seriam investigados...

Segundo Galeano, havia também na cidade um esquema de lavagem de dinheiro, que fazia uso de guias de transporte de gado, das quais bandidos “legalizavam” seu dinheiro com venda de gado, mas, “na realidade, nunca existiu nem o gado, muito menos a venda, mas havia a prova fiscal do ato comercial”. O radialista aponta ainda que...

A máfia de Yby Yaú se trata de um pequeno grupo de pessoas que alicia a população local para colocá-los no poder, para poder tirar proveito desse poder, como a impunidade, a lavagem de dinheiro, o roubo de gado, o contrabando e o tráfico de drogas, assim como a execução sumária de pessoas que 'incomodam' ou sabem mais do que deveriam saber.

Foi por denunciar esta máfia que Galeano passou a ser perseguido. Ao ter sido chamado para fazer manutenção em uma antena parabólica na “Estancia Suiza”, o radialista desconfiou do tratamento que lhe era dispensado pelo homem que, apesar de se dizer o novo dono do local, não tinha acesso à sede da Estância. Alguns dias depois, o delegado de polícia da região compareceu à casa de Galeano e o alertou de que havia uma ameaça contra ele.

Galeano recusou-se a deixar o local onde morava, de modo que alguns policiais foram destacados para cuidar de sua segurança pessoal. Por meio de seus contatos, o radialista descobriu que, dias antes, havia ocorrido uma “reunião” da máfia local, na cidade de Pedro Juan Caballero, na qual os mafiosos decidiram eliminá-lo, por conta de suas denúncias. A proteção policial a “Kike” durou apenas seis dias. Após a ameaça de morte, até mesmo seu trabalho nas rádios ficou prejudicado. No dia 04/02/2006 o radialista foi seqüestrado por homens que o levaram para território brasileiro.

Levaram-me num ônibus até Presidente Prudente (SP). Ali me largaram depois de outra série de torturas e aviso de que não aparecesse nem falasse. Eles discutiam entre eles, eu não cheguei a entender muito do que diziam, mas o maior parecia decidido a liquidar-me, mas o mais jovem era o que tinha a voz de comando e me largaram ali. Depois de uma caminhada dolorosa, com o pé ferido, chego até um posto de combustível, onde peço 'carona' e digo que me roubaram a mochila, para justificar que não levava quase nada. Um motorista me levou até o mercado municipal de São Paulo, de lá fui até a 'Praça da Sé' e ali dormi a primeira noite.

Amanhã, no SopaBrasiguaia.com: a dura vida de “Kike” Galeano na metrópole paulista.

lunes, 28 de abril de 2008

Que dirán ahora?


¿Y ahora Pandora?

¿Que cara pondrán hoy los que se burlaron de mi caso y mis denuncias?, ¿Quien se hará responsable de los daños y perjuicios morales que han causado estas burlas en las cabecitas de mis hijos?

Lo que hoy publica el diario ABC color, yo ya lo había denunciado en su momento y luego cuando “aparecí”, pero nadie me creyó e incluso se las tomaron contra los periodistas que contactaron conmigo; con mi persona se ensañaron, me hicieron sentir como el perro sarnoso.

Muchos periodistas de élite se tiraron contra mi sin compasión, sin embargo ahora resulta que aparece como verdadera la historia de la relación de políticos con Luís da Rocha (Cabeça Branca). ¿Que dirán hoy (mi ídolo y maestro) Alcibíades González Delvalle y Mabel Renfelth? Errar es humano, pedir disculpas, no a mí sino a mis hijos, es un deber de humanos. Los nombro a estas dos personas más destacadas del periodismo paraguayo y no podían caer en ese error, a los otros ni les menciono, pues ni vale la pena.

¿O es que ellos nomás tienen derecho de decir lo que se les canta y quedar así?

Resulta que ahora sí saben que el Comisario Núñez fue manipulado por Magdaleno, chocolate por la noticia, yo eso lo había dicho en la entrevista que me hicieron Andrés Colmán y Oscar Cáceres.

No pido dinero, aunque en el fondo es lo que falta para que mi familia esté conmigo, solo pido que me ayuden a que mi familia ya esté conmigo antes que ocurra cualquier cosa que luego tengamos que lamentar.

Ayúdenme por favor.....


A las autoridades nacionales no me puedo dirigir en forma oficial, por mi condición de refugiado, sin embargo me atrevo a hacerlo por este medio.

Es a los efectos de solicitar una especial atención al caso por el cual atraviesa mi familia que aún está en su ciudad natal, viviendo de favor en la casa de mis suegros, están sin asistencia económica ni nada que se parezca.

Lo que pido no es nada raro y puede ser tramitado con mucha facilidad si se pone un poquito de buena voluntad, solo quiero tener a mi familia junto a mí; ellos todavía no tienen los pasaportes y no se están yendo a la Escuela por temor.

Mi situación en Francia es buena, estoy aprendiendo el idioma y muy pronto ya estaré trabajando para llevar una vida digna e integrada, pero a este auspicioso panorama hay que ponerle el tono triste de que mi familia aún no está conmigo.

Solo pido una mano caritativa para acabar con este drama.

Confiado en que seré atendido, ruego a Dios éxitos en las funciones al nuevo Presidente y su equipo de gobierno.

Enrique Ramón Galeano C.I. № 488.735, París - Francia

A pensar.....................


Decálogo de la Serenidad




1) Sólo por hoy, trataré de vivir exclusivamente el día, sin querer resolver todo el problema de mi vida de una vez.



2) Sólo por hoy, tendré el máximo cuidado de mi aspecto; trataré de ser cortés; de no criticar a nadie ni pretender disciplinar a nadie, sino a mí mismo.


3) Sólo por hoy, me adaptaré a las circunstancias, sin querer que las circunstancias se adapten a mis deseos.


4) Sólo por hoy, dedicaré 30 minutos de mi tiempo a una buena lectura recordando que así como el alimento es necesario para la vida del cuerpo, la buena lectura es necesaria para mi mente y espíritu.


5) Sólo por hoy, haré una buena acción a favor de alguien que solamente yo sabré.


6) Sólo por hoy, haré dos acciones positivas que no sean de mi agrado y procuraré que nadie se entere.


7) Sólo por hoy, seré feliz con la certeza de que se sido creado para la felicidad.


8) Sólo por hoy, haré un programa detallado. Quizás no lo cumpliré íntegramente, pero lo redactaré. Y me cuidaré de dos calamidades, la prisa y la indecisión.

9) Sólo por hoy creeré aunque las circunstancias demuestren lo contrario, que la buena providencia de Dios se ocupa de mí como si nadie más existiera en el mundo.


10) Sólo por hoy, no tendré temores, no tendré miedo a gozar de lo que es bello y de creer en la bondad.



Angelo Giuseppe Roncalli (Juan XXIII)
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Muere lentamente…


Muere lentamente quien se transforma en esclavo del hábito, repitiendo todos los días los mismos trayectos, quien no cambia de marca, no arriesga vestir un color nuevo y no habla a quien no conoce.


Muere lentamente quien evita una pasión, quien no voltea la mesa cuando está infeliz en el trabajo, quien no arriesga lo cierto por lo incierto para ir detrás de un sueño, quien no se
permite por lo menos una vez en la vida, huir de los consejos sensatos.


Muere lentamente quien no viaja, quien no lee, quien no oye música, quien no encuentra gracia en sí mismo.


Muere lentamente, quien pasa los días quejándose de su mala suerte o de la lluvia incesante.


Muere lentamente quien destruye su amor propio, quien no se deja ayudar.


Estar vivo exige un esfuerzo mucho mayor que el simple hecho de respirar. Solamente la ardiente paciencia hará que conquistemos una espléndida felicidad.


Pablo Neruda

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domingo, 27 de abril de 2008

Esto hay que leer


La filosofía del mendigo

Por Osvaldo Domínguez Dibb

Diario La Nación

La filosofía del mendigo es aquella que considera que alguien debe hacer algo por quien lo pide. La filosofía del que progresa es la que surge del proverbio estadounidense que dice: “La única mano que estará siempre dispuesta a ayudarte se encuentra al final de tu brazo”.

Los estados que alimentan la filosofía del mendigo son siempre pobres, mientras que los que acatan la de los estadounidenses son los que progresan. Esto es un axioma que ningún economista ha logrado jamás refutar.


Lo que hoy exponen algunos periodistas y supuestos “analistas energéticos” es la filosofía del mendigo: Queremos mejor precio por nuestros excedentes de energía. No quieren utilizar la energía en el país, porque eso demanda esfuerzo, quieren una “ayuda comprensiva” del Brasil para un Paraguay pobre, doliente y de rodillas.


Esta gente, que llena las páginas de un periódico determinado con reclamos de mendigos, no comenta ni condena la actuación de todos los directorios paraguayos de Itaipú, que omitieron hacer lo que se debía hacer, para lograr percibir un estipendio en forma de limosna. Eso se organizó así porque si la energia era consumida aquí hubiera sido mucho más difícil robar y ocultar el robo. El Paraguay hoy no tiene distribuidora de electricidad en la margen derecha, ni consumidores intensivos en nuestro territorio porque los diferentes gobiernos y los sucesivos directorios no lo quisieron.


Los gobiernos paraguayos y los directorios de Itaipú obedeciendo sus órdenes, nunca quisieron consumir la energía de Itaipú. Lo que querían era una caja oculta, de la que se pudiera sacar dinero de forma incontrolada y eso es lo que lograron. A cada reclamo al Brasil, se le concedía algo importante contra unos dólares más. A los gobiernos, ni a los funcionarios, ni a los que hoy reclaman airados aumentos de precio, no les importó jamás que la energía sirviese para desarrollar el país. Solamente les importaba tender la mano y recibir, sin control, la dádiva brasileña.


Como los brasileños nunca fueron tontos, encontraron muy fácil comprar al Paraguay mediante pequeñas concesiones de precio y ninguna de cosas fundamentales. Todos los que hoy gritan a voz en cuello reclamando más dinero apoyaban la teoría del mendigo y ninguno se pronunció nunca por la utilización de la energía en el Paraguay.


Cuando Enzo Debernardi y Delfín Ugarte Centurión frustraron los intentos de utilización de la energía, ya sea en ferrocarriles eléctricos –que Debernardi condenó como de una obsolescencia insuperable, o en la fabricación de aluminios– Ugarte solicitó una coima insoportable a la empresa que vino a solicitar energía barata –La Reynolds– y el silencio cubrió esa verdadera traición. Nadie le echó jamás en cara al genio de la electricidad sus opiniones disparatadas sobre los trenes eléctricos, ni a Delfín Ugarte su actuación contra la empresa Reynolds.


Ahora, los silenciosos de ayer gritan que quieren más precio por los excedentes, y tratan de impedir, otra vez que la energía sea totalmente consumida en el Paraguay. Trabajan para el Brasil, sin duda alguna y para los deshonestos que se harán cargo de un dinero que no se puede controlar, para seguir sometiendo al país.


Con la energía consumida aquí el gobierno de Nicanor Duarte no hubiera podido acceder a millones de dólares incontrolables. Y esa es la razón por la que gente que hace calculitos y sueña con precios irreales para tapar el verdadero problema que es el del desarrollo del país.


Yo creo que el nuevo gobierno no debe cometer el error de dejarse engatusar con el cuento del “precio justo” de los excedentes y debe establecer una estrategia para atraer los grandes capitales para consumir aquí la energía que nos pondrá en el mapa. Si cae en la trampa, se pasará otros treinta años ladrando a la Luna, aunque tal vez bien pagado por el Brasil que no quiere que el Paraguay utilice su propia energía en su propio país.

viernes, 25 de abril de 2008

Che mbya juma ko tipo






Suma y sigue: Nicanor no termina de sorprendernos; cuando pensábamos que ya había llegado a la cúspide de la estupidez, allí estamos de nuevo ante otra nueva. Esta vez hasta puede ser considerada buena la idea, la intención es la que no esta bien.

Precisamente él, así como todos sus acólitos, se dedicó a manipular cargos, despedir funcionarios que no comulgaban con ellos, sin que, ni por asomo se le ocurriera inducir a los funcionarios a sindicalizarse, resulta que ahora insta a los “funcionarios colorados” a sindicalizarse, para defender sus puestos ante posibles despidos masivos.

Bien por Nicanor, por lo menos a su salida del gobierno se preocupo del tema. Mal por Nicanor por que en esta acción se puede ver claramente la intención de enturbiar la tarea del próximo gobierno de limpiar a los órganos estatales de planilleros e incapaces y volverlos mas funcionales, mas activos, es decir menos gentes chismoseando, mas funcionarios trabajando. Esta filosofía debería ser defendida por los propios funcionarios, considerando que entre ellos hay quienes trabajan de sol a sol y ganan poco, mientras que otros ganan mucho y ni siquiera aparecen por las oficinas. Es una simple cuestión de lucha por la justicia.

Me pregunto hasta cuando aceptaremos este tipo de manipuleo, los funcionarios públicos ya ni deberían permitir que este energúmeno les dirija la palabra, mucho menos perder tiempo escuchándolo.

Ojalá y llegue Agosto lo mas rápido que pueda. Che mbyajuma ko tipo.



http://es.youtube.com/watch?v=CsUYQT4ARII&feature=related

jueves, 24 de abril de 2008

Más respeto por favor


Reivindico Justicia









Itarova nio ko’âa Castiglionista, Eguatana compararle al Pato Donald con Blanca Ovelar.


Esta bien que su candidatura haya surgido del dedo índice de su cuñado Nicanor, a lo mejor con la idea de convertir al marido de Blanca, en primer Damo de la República, o en el peor de las hipótesis, continuar él en el poder.


Esta bien que Blanca tenga algunos discursos medio tontos, o totalmente tontos, que causan hilaridad y no conducen a nada más que a la hilaridad.


Está bien que Blanca tenga, no sobrinos pero parecidos, en su entorno tres “traviesos" de primera línea, cierto que no se llaman ni Hugo, ni Paco, aunque si un Luis, que por cierto resultó un rebelde sin remedio y que le dio un tremendo dolor de cabeza, a tal punto de aguarle la fiesta de coronarse la primera Presidenta de una República, aunque mas no sea bananera, iporâma nio.


Esta bien que haya algunas coincidencias pero es ridículo pensar que Blanca Ovelar sea el Pato Donald, reivindico con fuerza se haga justicia y no caigamos en el error de comparar algo tan bello y maravilloso, con la candidatura de una persona a un cargo público; aquí no hablo de la “persona” Blanca Ovelar, hablo de la “candidata” del Partido Colorado, son dos cosas muy distintas, la primera es dignísima y merece respeto, la otra sin personalidad ni carácter, si lo tuviera hubiera renunciado al primer anuncio de que no era muy aceptada.


O sea, entre Blanca Ovelar y el Pato Donald, me quedo sin dudas con el Pato Donald, éste siempre me divirtió, alegró mi infancia y las veces que puedo, inclusive esta mi incipiente vejez. En cuanto que la camarilla de la cual nació la candidatura de Blanca Ovelar, siempre me hizo pasar por muy malos ratos, no solo a mi, sino a todos los que habitábamos en el Paraguay.


Oficialismo y Partido Colorado


Hay una inmensa diferencia entre Oficialismo y Partido Colorado, el primero es el que tiene el poder, en tanto que el segundo aporta, involuntariamente, su estructura. ¿Puede una institución tenr voluntad? La respuesta es sí, esa voluntad esta determinada en su estatuto, en la carta de fundación. Siguiendo esta línea de pensamiento se debera expulsar a todos los que forman parte de la actual comisión, si se revisa bien el estatuto se verá que tengo razón: Han perseguido correligionarios, han subvertido los valores éticos y morales del partido, con el solo fin de seguir en el poder, se han convertido en dictadores y opresores, valores absolutamente contrarios a la doctrina del Partido.


Por eso decimos:



Ha caído el oficialismo, no el Partido Colorado, han caído los que asilaron, torturaron, desaparecieron y hambrearon al pueblo paraguayo: Hoy, entre ellos mismos, se metrallan dardo de grueso calibre, salen acusaciones, que en otras circunstancia no habrían salido para nada.

Pero bueno esta hecha la desgracia y no hay mas remedio. Ahora hay que juntar los pedazos tratar de unirlos con alguna endeble cola para que de las cenizas, surja limpio y fuerte un neo coloradismo digno y actuante, desde la oposición.

Para quienes de alguna forma hemos sido victimas de los desatinos de estos Clepto-Megalomaniacos, es un alivio para el alma. No en tanto aún queda la duda, el ¿que pasará ahora? Martilla en nuestras mentes, en la mía por lo menos, cual enigma sin respuesta. Somos concientes de que no se puede esperar un milagro, por más Obispo que sea nuestro Presidente electo. No podemos arriesgarnos aún a decir larguemos todo aquí y vayemos allá, no se puede arriesgar sino hasta dentro de uno o dos años para ver las garras o la inteligencia de este nuevo gobierno, ante todo vamos con calma.

Hay que ver si habrá trabajo para todos, trabajo digno sobre todo, reglas claras para la inversión generadora de empleos, una solución definitiva para Ciudad del Este, basta de descrédito a nivel exterior contra esta linda ciudad, debe extirparse el estigma de la ciudad de la mafia de la falsificación, contrabando y los conflictos de “sacoleiros” con cierres de fronteras en forma unilateral por parte de Brasil. Basta de que nos llamen de País bananero, esta tarea no depende de una sola persona, es una tarea titánica que requiere el apoyo y el esfuerzo de todos los que amamos esa roja tierra guaraní.

¿Que sentimos los que estamos fuera de País, forzados por la situación político-económica del Paraguay?, puedo hablar de lo que yo siento difícil hablar de los otros, solo sé que hay entre todos, un punto en común: a todos nos gustaría volver al Paraguay, pero cada uno tiene razones diferentes para no hacerlo, desde el “yo aquí ya tengo toda una vida hecha…….” “No me quiero arriesgar todavía…………………” (Es mi caso), en fin, son innumerables los argumentos y todas muy razonables.

Sobre todo no debemos ser demasiado exigentes con este nuevo gobierno, fueron más de 60 años de relajo total, arreglar la casa va a llevar mucho tiempo, hasta que todo esté en orden y en condiciones de recibir a todos los compatriotas que estamos afuera y hemos migrado en forma involuntaria, quienes somos los que mas sufrimos este destierro, por de pronto urge que se le dé prioridad a los que están en forma irregular en los países del continente, son los que más sufren, pues no se les pagan lo que corresponde, ni tienen ninguna asistencia social, en fin están abandonados. O sea que el nuevo gobierno debe abogar por estos compatriotas.

Flores, traidor a la patria

Por  Montserrat Álvarez Hoy, aniversario del nacimiento de su creador, es el Día de la Guarania. Pero además de la guarania como género...